É difícil lidar com as diferenças, quaisquer que sejam elas. O ser humano convive muito melhor com aquilo que converge com seus pensamentos, seu modo de vida, sua forma de ver o mundo, do que com as coisas que lhe fogem ao controle ou que para ele não fazem sentido. Essa é a natureza do ser humano. Alguns convivem melhor com isso e outros nem tanto. Muitos simplesmente ignoram que as diferenças existem e devem ser respeitadas, por maior que sejam; e esse é um dos grandes problemas da sociedade atualmente, a intolerância.
A questão da sexualidade é uma das que mais fomenta preconceitos, e, por conseguinte, opressão. Não fosse assim, não haveria tantas designações para a orientação sexual de cada um: heterosexuais, homossexuais, homo-afetivos, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e (genericamente) transgêneros. Desde quando gostar de ou fazer sexo com pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo identifica o valor de uma pessoa? Para muitas pessoas, isso pode ser fundamental na hora de lidar com alguém. Por mais pífio que possa parecer, isso acontece, na maioria das vezes, por que as pessoas tendem a desrespeitar aquilo que vai contra suas convicções.

Muito popular no Brasil, a denominação “enrustidos” é comumente utilizada para falar de pessoas homossexuais que não assumem sua orientação sexual, quer por vergonha da sociedade, quer por vergonha de si mesmos. E se o termo é tão conhecido e tão utilizado, é porque muitas pessoas não vêem outra forma de “viver com tranqüilidade” a não ser escondendo sua homo-afetividade. E se tantos homossexuais não admitem que gostam de pessoas do mesmo sexo, é porque muitos problemas (que em ao parte dos casos vêm como em um efeito cascata) essas pessoas enfrentam. E a causa desses problemas também tem designação: preconceito.
Para as mulheres homo-afetivas, o problema é ainda mais sério. Ao longo da história da humanidade, a sexualidade da mulher foi, em boa parte das civilizações, reprimida. O ato sexual era tido apenas como meio de reprodução. O prazer feminino é uma “conquista” recente. O direito a uma orientação sexual livre é algo que ainda deve ser alvo da luta (não apenas de lésbicas, mas das mulheres em geral), algo pelo qual ainda se vai gritar, batalhar, queimar sutiãs e o que mais for preciso.
Aos poucos a sociedade vai desconstruindo a imagem da lésbica meio “mulher-macho” (ou meio “macho-e-fêmea” para alguns), masculinizada, arredia. Por ser homossexual, a lésbica não deixa de ser mulher, não tem de necessariamente se portar, vestir ou agir como homem. E mesmo que ela assim se porte, se vista ou haja, ninguém tem o direito, tão pouco motivos, para repreendê-la por ser assim. A feminilidade é intrínseca da mulher, não é prova de virtude ou de bom caráter.

Ver no rosto pasmo das pessoas o peso do preconceito é possivelmente a forma mais cruel de uma lésbica encarar a pequenez da sua sociedade. Não é a orientação sexual que faz alguém estar certo ou errado, pois essa distinção simplesmente não existe; é apenas uma convenção que a sociedade estipulou para tentar controlar aquilo que é incontrolável, o livre-arbítrio. Taxar, reprovar, reprimir, repreender, oprimir, ou desqualificar alguém assumindo como parâmetro tão somente sua orientação sexual é uma mostra de quão distante a sociedade está de entender a si própria.
Vanessa Mendonça 
Sou branquela. Daqueles que mesmo passando uma semana toda exposta ao sol ficam no máximo moreninhas. Mas não tenho vergonha de dizer que “sou morena clara” (e lá existe essa cor? Sim, no Brasil, segundo o Censo de 2000, existem cerca de 210 cores de pele declaradas por sua população). Não tenho vergonha e as pessoas não me discriminam por isso, mas nunca gostei muito da minha cor. Até um tempo atrás perguntava-me porque não tinha nascido um pouco mais “escurinha” (poxa, a pele bem morena é tão mais bonita, pensava). “Não fale besteira. Você não sabe o peso que carrega uma pessoa negra”. A frase é de um amigo negro, que não exitou em me mostrar o quanto a sociedade pode ser cruel com alguém por causa da cor de sua pele.
Qual a distância entre o PRECONCEITO e a OPRESSÃO? A mesma distância entre você e a sua forma de ver o que existe ao seu redor. O “branco brasileiro” diz que não é negro, mas seu nariz é robusto, ou seus lábios grossos, ou seu cabelo enrolado, ou seu corpo cheio de curvas, ou todas essas características juntas. O “negro brasileiro”, por sua vez, em muitos casos envergonha-se ou culpa sua “cor” pelas mazelas que lhe acontecem; em tantos outros vangloriam-se dela quando consegue vencer na vida: “sou negro, mas venci”. Tudo isso é preconceito. Não poder admitir sua cor porque a sociedade assim impõe é o mesmo que oprimir a si próprio (sem muitas ao menos vezes perceber isso).
Poucos assumem seu racismo. Raros aqueles que têm coragem de enfrentar uma sociedade que renega tal crime, mas que o pratica diuturnamente. Crime, sim! Racismo dá cadeia, tantos anos no xadrez com pena inafiançável. Se as pessoas fossem educadas para viver como iguais, sejam elas negras, pardas, amarelas ou azuis, isso não seria necessário. Se fossemos um país tolerante como tantos insistem em dizer, não teríamos tantos negros marginalizados ou mal vistos pelo simples fato de serem (ora!) negros.

No Brasil, muitas pessoas apenas declaram-se negros ou pardos para conseguir participar de processos seletivos onde se pode concorrer a cotas raciais. Isso é reduzir a afro-decendência a um valor mercadológico, é oprimir a cultura, a história e a colaboração de um todo um povo para a formação da identidade brasileira (sim, ela existe; é múltipla, plural, mas existe). Negar a negritude ou assumi-la tão somente a fim de dar aquele já conhecido “jeitinho brasileiro” de conseguir vantagem sobre algo é mais uma das muitas formas de oprimir a negritude que carregamos conosco.
Numa sociedade marcada pelo preconceito racial velado, onde se enaltece falsamente a miscigenação entre índios nativos, brancos europeus e negros africanos e onde (escancaremos) a cor de pele prova o quanto se vale na maioria dos casos e em tantas circunstâncias, dizer que o preconceito está para a opressão, assim como a hipocrisia está para o moralismo, não pode ser chamado de exagero ou radicalismo. É vergonhosa, mas essa é uma realidade vivida por cada um de nós diariamente.
A distância entre o PRECONCEITO e a OPRESSÃO é medida de acordo com os interesses de cada um. A partir do momento em que você julga “alguém” por aquilo que ela parenta ser, por estereótipos ou por idéias vendidas por outras pessoas, você está tirando o direito desse “alguém” mostrar o que é. E isso é opressão. É comum que se limite as conseqüências do preconceito à agressão (qualquer que seja ela), à segregação e à exclusão. Oprimir, mais que humilhar e/ou repreender, é condenar quem sequer pôde ser o que é (livre de pré-julgamentos).
Vanessa Mendonça
"Estudante na rua morre atropelado"
Às vezes eu tenho medo do que o futuro reserva pra mim, por ter certeza de que certas coisas eu vou perder de um jeito ou de outro.
Estar inserido na luta de um Movimento Estudantil é algo grandioso, gratificante e que mesmo fazendo-o de forma não muito escancarada, vivo tão intensamente tudo como se estivesse vestida nesta camisa o tempo inteiro.
Inquietude...revolta...indignação...não! Inquietude sim...no sentido de nem sempre concordar e estar sempre questionando tudo o que vem à mim... Revolta é demais para esses caras pintadas que só querem o bem...Indignação é algo que se sente de vez em quando por ver que certas coisas não conseguimos mudar, mas a força que nos move é tão inexplicavelmente grandiosa que a indignação se transforma em força para discussão em poucas horas.
"Eu vou andar de trem, você também, só falta pagar a passagem do velho trem"

Eis acadêmicos em Comunicação que estão loucos para participar de mais um Encontro cheio de idéias, debates, painéis, exposições, oficinas e tudo de bom que Fortaleza pode nos oferecer, como local estratégico para uma grande interrogação envolvendo a Comunicação Social.
O que esperamos? Que você contribua conosco se por acaso nos encontrar em um sinal de trânsito qualquer... pois você estará contribuindo com a Educação no seu Estado! Ou melhor...você estará ajudando a formar bons Jornalistas e Publicitários no seu Estado!
"O povo unido é gente pra caralho"
:D
Texto: Caburé Trancinha Fotos: Carlos Rocha e Mayara MCS
Atenção estudantes que pretendem ir ao Erecom...
...não percam neste sábado, às 16hs, no Auditório da Uespi, o primeiro Pré-encontro do Erecom, cujo tema será Negritude e Periferia.
Os nomes que irão compor a mesa são surpresas! Mas pode ter certeza que valerá à pena conferir!
Não esqueça hein? Marque na sua agenda!
Dia: 17/03 Local: UESPI
Horário: 16 às 18h
Tema: Negritude e Periferia
Nos encontraremos lá!
:)
Artecom é o espaço onde as produções artísticas dos estudantes de Comunicação do Norte/Nordeste serão expostas aos público que participará do Erecom Fortaleza 2007.
As inscrições para a Mostra já estão abertas para “as mais variadas formas de experimentação em arte”, como ressaltam no site do evento.
Ao se inscrever, você poderá exibir fotografias, vídeos, contos, tirinhas, cartoons, cordéis e qualquer outra manifestação de artística.
Você pode fazer o download da Ficha de Inscrição aqui (vide: Attachment), e em seguida, enviá-la para:
artecom2007@yahoo.com.br
Um cópia da Ficha de Inscrição também deverá ser enviada junto ao trabalho que você deseja expôr para o endereço abaixo:
Erecom Fortaleza 2007 – Artecom - Gabriel Andrade Rua Stênio Gomes, 830. Jardim das Oliveiras. CEP: 60821-450 Fortaleza - CE
Participe!
:)
Mais informações: http://erecomfortaleza2007.oktiva.com.br/ Attachment: FICHA DE INSCRIÇÃO DO ARTECOM 2007.doc
O Erecom chegando aí e vc? Vai ou não vai?
Os Caburés estão se reunindo frequentemente para trabalhar a divulgação do evento, e por enquanto, algumas reuniões já estão marcadas e com certeza um pré-encontro também será tema de discussão nelas.
Se você participa da lista (oscabures@yahoogrupos.com.br) pode entrar no profile do grupo e conferir as datas e locais das reuniões na sessão "Agenda". Mas para ajudá-los a ficarem mais antenados, também vamos divulgar todas as informações possíveis por aqui.
O vídeo já está disponível (http://cabures.multiply.com/video/item/2), e será apresentado nas reuniões feitas nas universidades.
As pré-inscrições poderão ser feitas do dia 11 ao dia 16 de março, pagando apenas R$ 40,00 (quarenta reais) e desde já garantindo a sua vaga no Encontro. Já as inscrições, serão entre os dias 25 e 30 de março, porém o valor ainda não foi definido.
As próximas reuniões serão no Ceut, dia 08 de março, às 15hs; E na FSA, dia 09 de março às 18hs.
Os representantes de cada Faculdade, até o momento, são:
Ceut:
Cleyton - 8834 5531 / 9975 5625 Patrícia Klain - 8815 9592
Faculdade Santo Agostinho - FSA:
Tânia Samara Lemos - 8803 4652 Pedro Campos - 8802 1307
Uespi:
Rômulo Maia - 8817 1570 Mayara 8814 6490
Ufpi:
Sanmya Layanne- 9979 0953 Elói Freire 9424 1070
Qualquer dúvida, basta entrar em contato.
:) 
Olá Caburé!!!
Você já leu o Projeto do Erecom 2007 Ne3 (PI, MA, CE e TO) ?
Aproveite para descobrir o que vamos discutir por lá...
Já tá juntando seu dinheirinho? Na próxima quarta faremos uma reunião na Uespi, às 17hs, próximo junto aos membros do COMUN's... Se puder...apareça!
E vamu que vamu!
Caburé Trancinha Attachment: Projeto-Erecom-2007.pdf
Ótimo!!! Pois precisamos mesmo de mais mentes pensantes que possam nos ajudar na Organização deste belo evento! Pra participar é suuuuuuper fácil! Se você puder acompanhar as reuniões na UFC todos os sábados, das 14hs às 16hs, tudo bem, mas se não puder há sempre um jeitinho! E o melhor deles é se inscrever na Lista de Discussão, enviando um e-mail em branco para: erecomfortaleza@yahoogrupos.com.br :) E então? Podemos contar com vcs???
Avante Caburés!!!
O Encontro Regional de Estudantes de Comunicação Social [ERECOM], promovido todos os anos por voluntários e membros de Centros / Diretórios Acadêmicos das diversas Universidades de Comunicação do Norte e Nordeste terá o seu 9º evento realizado em Fortaleza-CE.
* *
De acordo com as decisões do último Corecom, realizado em agosto do corrente ano, no Encontro Nacional de Communicação em Salvador – BA, as regionais [grupos de estados pré-definidos] que formam o Norte e Nordeste, devem produzir seus encontros de forma independente. Esse "afunilamento" irá garantir um resultado mais satisfatório em termos de pesquisas e estudos. Sendo assim, os estudantes do Piauí encontrarão os estudantes do Maranhão e Ceará, dando formas e cores ao famoso PIOCERÃO. E junto ao estudantes do Norte, tentaremos contruir o melhor ERECOM!!!
Esse grupo pretende arrastar mentes pensantes e corpos produtores de criatividade a fim de pesquisar, debater e encontrar soluções, idéias e produções que possam melhorar a qualidade dos cursos e de seus futuros profissionais.
* *
Se você estuda Comunicação Social, entre na lista e veja o que estão preparando para o próximo ERECOM! Aproveite para participar e pôr uma pitada do seu tempero por lá! Afinal, quem constrói é você!
Mais Informações:
Lista de Discussão do Erecom-FOR: erecomfortaleza-subscribe@yahoogrupos.com.br Lista de Discussão da Delegação do Piauí: oscabures-subscribe@yahoogrupos.com.br Comunidade da Delegação do Piauí: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5605127
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Fotos: Erecom 2005 em Belém, cedidas por Rômulo Maia.
Fonte: http://vaiumcafezinho.zip.net

O jornalismo acadêmico piauiense se apresenta agora de fórmula múltipla - escrito - blog, gráfico - fotolog, auditivo - som e visual - vídeo. A união de pensamento de estudantes em prol da Comunicação Social no nosso "oco do meio" neste lugarejo bull dancing & cabeças de cuia e suas reuniões ou conferências de planejamento, mesmo quando inconstantes, têm-nos feito progressos: na interação das instituições de graduação com cursos semelhantes ou afins, avançado na realização de eventos de preparação técnica/discursiva e superado obstáculos gigantescos para a divulgação de idéias mobilizativas da estudantelite sapiente.
A Fôia Caburé é um desses projetos: iniciada para ser do gênero jornal impresso, mescla de revista-tabóide, informativo do coletivo regional de Comunicação Social no Piauí; constaria de material especialmente da vislumbrante cultura local e gradual estudo midiático, ou seja, com material de cunho folkcom e científico-opinativo.
Agora, nesta nova proposta na web, pode muito melhor correlacionar assuntos e pessoas. Esperançosos e motivados, empenhamo-nos na realização de sucesso nesta mídia de internet que é das mais democráticas para produção, todavia ainda restrita quanto a publicização. Vamos trabalhar e torcer pra que seja legal a nossa luta.
Um abraço de asas bem abertas em princípio à Tânia Samara pela firmeza com que age pelos projetos de expansão midiática, ao Rômulo pelo apoio volumoso nas manifestações e viagens comunicológicas (em todos os sentidos!), ao Carlos Rocha pela atitude de segurança para com os nossos e de todos os outros que não vou poder citar aqui, mas conscientes de sua parte nesse ofício de esclarecer ao povo dos seus direitos de expressão e respeito na história.
JotaPê

Oieeeee!!!
Como estão vocês Caburés?
Sejam bem vindos ao nosso espaço no universo virtual, onde o mundo Caburé se ergue e toma formas!!!
Aqui você encontrará textos sobre o MECOM, ENECOS, Encontros, Sabores e Dissabores de estudantes e tudo o que possa permear os pensamentos de um estudante de Comunicação do Piauí, ou melhor, UM CABURÉ com nós!!!
Caburé Arretada e Caburé Trancinha são as garotas que estarão recebendo os textos e as fotografias de vocês pelo e-mail oscabures@yahoo.com.br, e postando aqui para que todos vejam as suas inquietações, estripulias e ações dentro dos vários eventos e posições do Movimento Estudantil.
Você foi a um Erecom ou Enecom? Envie suas fotos! Façamos deste o seu álbum!
Participou de alguma coisa ou viu algo que não gostou? Escreva um texto e envie pra gente! Se expresse!!! Este será o canal de Comunicação dos alunos que lutam por um ensino melhor.
Pra quem é de fora e quer conhecer o Piauí, teremos músicas piauienses para download e muito...muito mais! Vocês irão conhecer um pouco mais sobre a nossa cultura aqui!
Seja bem vindo Caburé! Sinta-se em casa!
:)
.Trancinha.
  
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